8 de fevereiro de 2011

Julianne Moore

A actriz norte-americana de 50 anos ganhou há uma semana o prémio Hasty Pudding "Woman Of The Year", sendo essa a minha desculpa para criar um post inteirinho para ela. A beleza, vitalidade e versatilidade desta senhora são características incontestáveis que não são só exibidas na grande tela, mas também em diversas campanhas publicitárias.


Novela "As The World Turns" de 1988


"The Boogie Nights"- 1997





"Magnolia"-1999

"The End of the Affair"- 1999




"The Hours"-2002

"Savage Grace"-2007

"Blindness"-2008

"A Single Man"-2009



Campanha Publicitária Bulgari 2011


Fotografada para o Calendário Pirelli 2011


Moore com o Prémio de Mulher do Ano
Ver mais aqui.

7 de fevereiro de 2011

Broken Flowers

Broken Flowers é um filme franco-americano de Jim Jarmusch, que data o ano de 2005 e nos mostra Bill Murray no papel de Don, um solteirão que ganhou uma pequena fortuna na indústria informática e acaba mais um relacionamento. Nesse mesmo dia recebe uma carta cor-de-rosa sem remetente e descobre que tem um filho com 19 anos que o procura.


Don mantém uma postura desinteressada, enquanto o seu amigo e vizinho Winston- Jeffrey Wright-tenta desvendar quem está por detrás da misteriosa missiva. Winston executa um plano para Don visitar todas as ex-namoradas com quem esteve vinte anos antes e convence-o a iniciar essa busca.


Fazem parte do plano cinco mulheres, uma delas já falecida.
A primeira paragem é em casa de Susan-Sharon Stone. Don é recebido pela sua filha, Lola, uma adolescente desinibida e provocadora. Timidamente Don tenta encontrar indícios que o levem à resolução da carta mistério, acabando por dormir com a ex-namorada.



A segunda paragem é em casa de Dora-Frances Conroy- que de hippie passou a agente imobiliária frustrada e submissa ao marido.



Segue-se Carmen, uma comunicadora de animais famosa que trata Don com algum desdém. Finalmente a última paragem, Penny, que vive numa zona rural e recebe Don de uma forma violenta, sem nunca se perceber porquê. É nesta visita que o protagonista de apercebe de várias pistas acerca da carta mistério. Penny é interpretada por uma Tilda Swinton irreconhecível, que infelizmente nos aparece no ecrã poucos minutos.



Após uma visita ao cemitério onde reside a quinta mulher, a única que não pode ser mãe do seu filho Don regressa a casa.
É aqui que tem o primeiro encontro com um jovem que já havia vislumbrado anteriormente e vemos nascer a esperança nunca evidenciada de encontrar o filho, num homem que viveria para sempre como um Don Juan.


Embora a base da história e o elenco de luxo tivessem tudo para se transformarem num óptimo filme, existiu sempre um vazio que deveria ser preenchido. Esta sensação provém principalmente da interpretação de Murray, que poderia ter mais brilho, mesmo com uma personagem tão lacónica. Parece que o auge da sua vida foi exactamente há vinte anos, acomodando-se a uma vida sem desassossegos após enriquecer. Poderiam ter aproveitado melhor o trabalho das actrizes, encurtando assim as cenas em que Don viaja e pernoita sozinho. Obviamente que são cenas necessárias para a alusão de solidão, mas tornam-se repetitivas.

Annie Hall

Na minha opinião esta deveria ser a comédia romântica standart para todas as outras, como que de uma inspiração principal se tratasse. O filme de Woody Allen data de 1977 e consagrou-se como melhor filme nos Óscares desse ano. A aparente simplicidade de um argumento, também ele vencedor, leva-nos ao encontro do humor peculiar a algo negro de Allen, que serve de pano de fundo aos diálogos e monólogos das personagens.


Todo o texto é inteligente e quase sempre caótico, mostrando as divergências entre Annie- Diane Keaton, Óscar de melhor actriz neste filme- e Alvy- Woody Allen. Estas divergências passam pela sexualidade do casal, carreira, gostos, fobias e trivialidades. São estas divergências que colidem e fazem o amor se desenrolar, passando por todos os percalços, destruindo-se.


Alvy tem uma personalidade principalmente neurótica-Woody Allen coloca sempre muito de si nas suas personagens-, enquanto que Annie é ainda uma jovem influenciável que não sabe bem que rumo dar à sua vida. Mas acaba por ser ela a encontrar uma independência inusitada, seguir a carreira de cantora que Alvy apoiava.


Mostram-nos um comediante que pode ser visto como uma personagem-tipo, um nova iorquino muito ligado à cidade, centrado nos seus problemas, viciado na terapia, que ele próprio admite não surtir efeito. Esta alusão à cidade de Nova Iorque e aos seus habitantes contrasta com a vida em Los Angeles; este contraste representa bastante a cultura americana na época, que divergia entre estes dois universos muito distintos e que acabavam por competir. Talvez por ser um retrato daqueles tempos, esta película ganhou um cariz pop de grande dimensão, projectanto e estabelecendo Allen no mundo do cinema.


No fim assistimos ao amadurecimento de Annie Hall e à estagnação de Alvy, visto permanecer com muitas das suas neuroses e somar mais um "divórcio". Este género de desfecho relembra-me o filme 5OO Days of Summer, algo inesperado e nada "amorosamente correcto". Comédias romanticas têm de trazer uma mensagem mais densa que o típico "... e viveram felizes para sempre...", para que fiquem na memória durante 30 anos. Na verdade esta história é completamente actual, personificando as relações dos dias de hoje.


Fica na memória uma Diane Keaton muito jovem e cheia de vitalidade ingénua e curiosa, que deu corpo ao estilo muito 70's, homónimo ao filme.