27 de julho de 2011

007 James Bond | Os Posters

Quando Ian Fleming, em 1953, criou como personagem peincipal dos seus livros o agente secreto britânico 007, James Bond, nunca imaginou que este perduraria até aos dias de hoje, não só na literatura, mas principalmente no cinema.

O primeiro filme, Dr. No, estreou em 1962, realizado por Harry Saltzman e Albert Broccoli. A partir do ano de 1975, Broccoli trabalhava sem o sócio nas tramas de Bond, sendo que vinte anos mais tarde foi a sua filha e o meio-irmão desta que assumiram a realização das películas.

Já seis actores deram vida ao agente secreto Bond, sendo Sean Connery o primeiro; seguiram-se George Lazenbi, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig.

Hoje decidi mostrar os posters das aventuras de James Bond que mais aprecio, todavia, todos os filmes foram sempre muito bem publicitados, usando geralmente o sex appeal das Bond Girls e o charme de Bond para levar o público masculino e feminino aos cinemas. Podemos falar destes posters como os mais cuidados, não só em termos de marketing, mas também de estética e design, da história do cinema.



Dr. No | 1962



From Russia with Love | 1963



Goldfinger | 1964


Thunderball | 1965


You Only Live Twice | 1967


Casino Royale | 1967


Diamonds are Forever | 1971



Live and Let Die | 1973



The Spy Who Loved Me | 1977


Moonraker | 1979


Octopussy | 1983


A View to a Kill


The Living Daylights | 1987


Golden Eye | 1995


Die Another Day | 2002


Casino Royale | 2006


Quantum of Solace | 2008

24 de julho de 2011

Sexualidades

A Soap, título original, é uma comédia-dramática dinamarquesa de Pernille Fischer Christensen, que data o ano 2006 e que arrecadou o Urso de Prata- Grande Prémio do Júri Melhor Primeira Obra, no Festival de Berlim.


Charlotte (Trine Dyrholm) acaba a relação com o seu namorado e muda de casa. Conhece a sua vizinha Verónica (David Dencik), um transexual que vive isolado no seu apartamento, tendo como única companhia o seu fiel cão. Enquanto isso, Charlotte vive de relações furtuitas e efémeras.


O fascínio entre as duas personagens cresce, existindo mais que envolvência física. Os géneros confundem-se e baralham-se , assim como as opções sexuais de Charlotte e Verónica, que vivem um romance atribulado e que balança entre a amizade e a paixão.

Nada nesta história de amor pretende ser mais do que aquilo que é mostrado, a envolvência de dois seres frágeis que encontram força em si mesmos e no companheiro. É de louvar as prestações dos dois actores, que interpretam complexos personagens que facilmente seriam alvo dos mais extremos preconceitos, principalmente no caso de David.


O ritmo é lento, lânguido até, deixando-nos na expectativa de uma narrativa mais intensa que dificilmente faria sentido neste argumento dinamarquês. A quase inexistência de banda-sonora frisa a languidez com que o filme tem de ser visto e vivido, pois trata-se do dia-a-dia das personagens, da sua realidade que depressa se pode comparar à do expectador.

Larry Crowne

A comédia dramática co-escrita, realizada e interpretada por Tom Hanks estreou recentemente por cá e gira em torno de Larry, um vendedor de um grande armazém que acaba de ser despedido.


Ao ver-se num beco sem saída, com a hipoteca da casa em mãos e sem um emprego, Crowne decide ingressar na universidade e começar de novo, pois as alegações dos seus chefes para o despedimento forama sua falta de estudos. Na sua aventura pela vida académica, através de Talia (Gugu Mbatha Raw), integra-se num grupo que se move tal como ele, de scooter, e que o fará viver de um modo mais jovial e fresco.



Na cadeira de Discurso para Audiências Larry conhece a professora Mercedes Tainot, interpretada por Julia Roberts, cuja paixão pelas aulas e pelo próprio modo de vida está cada vez mais apagado. Ambos têm muito para dar e ensinar um ao outro, numa fase das suas vidas em que tudo parecia perdido.



Esta história enquadra-se muito bem no nosso contexto económico-social da actualidade, mostrando que nunca é tarde para dar a nós próprios uma segunda oportunidade de crescer, num hino à esperança e ao optimismo. Como prova temos o desenrolar da película, que faz um mix perfeito entre comédia e drama, mostrando sempre luz até nas vidas mais apagada. Na primeira parte do filme, este desenrolar é em tudo pouco ambicioso, o público espera e nada, ou quase nada, acontece.



Julia Roberts não surpreende, brilha mas não ofusca nem nos traz nada de novo ao ecrã. A personagem que merece mais destaque é a do Dr. Matsutani, professor de Economia, interpretado por George Takei, que embora não seja fenomenal, devido ao exagero de gargalhadas maquiavélicas, está lá quase.

3 de julho de 2011

Top 10 Cabelos Icónicos

10

Uma Thurman em Pulp Fiction (1994)




9

Barbara Parkins em Valley of the Dolls (1967)




8


Audrey Tatou em Le Fabuleux Destin De Amélie Poulain (2000)




7

Daryl Hannah em Blade Runner (1982)





6

Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany's (1961)





5

Kirsten Dunst em Marie Antoinette (2006)




4

Carrie Fisher em Star Wars (1980)




3

Sean Young em Blade Runner (1922)





2


Glenn Close em 101 Dalmatians (1996)




1



Cate Blanchett em Elizabeth (1998)

The Breakfast Club

A película norte-americana, datada de 1985, foi dirigida por John Hughes, guionista de filmes como Pretty in Pink, Home Alone, 101 Dalmatians ou Flubber.

Assistimos ao retrato da juventude americana dos anos 80, que em muito se pode comparar à juventude contemporânea. Adolescentes que são pressionados pelos pais, para se tornarem naquilo que os progenitores nunca foram, que se alimentam de objectos invés de carinho, que vivem nas suas inseguranças e projectam-nas nos outros colegas.




Ao longo de um dia inteiro de detenção dentro da escola, devido a um castigo, que nuca é explicitado, cinco alunos efectuam uma partilha inesperada daquilo que são, de como os outros os vêem, do que se querem tornar. Curiosamente, a cena em que cada um dos adolescentes fala sobre si não tinha deixas, tendo cada um dos actores improvisado o que iria dizer.
As questões de identidade deveriam ser postas em escrito durante as horas de castigo, para posteriormente serem entregues ao director. Mas não é a escrever que os alunos ocupam as vagarosas horas.

Molly Ringwald como Claire Standish


Emilio Estevez como Andy Clark


Anthony Hall como Brian Johnson


Ally Sheedy como Allison Reynolds


Judd Nelson como John Bender


Esta comédia dramática despoletou a concretização de filmes dentro do género, sendo que, na minha opinião, muitos dos teen movies tiveram em Breakfast Club os seus alicerces. Na época o êxito da obra de Hughes foi tão grande, que o elenco principal do filme entrou para o grupo de jovens actores que costumavam contracenar em filmes para adolescentes, Brat Pack. Dentro deste grupo encontravam-se os clássicos da década dos teen movies, que acabavam por se centrar sempre em críticas à sociedade consumista e superficial da época.

FEST 2011

O Festival Internacional de Cinema Jovem, passado em Espinho encerrou hoje, divulgando-se assim os grandes vencedores nas várias categorias. o destaque vai para o luso Ivo Costa que levou para casa o prémio de Melhor Curta-Metragem e Melhor Filme Português. Com Autumn Ivo alcançou duas das mais importantes categorias do FEST, sendo o único português consagrado nesta edição.


É de relevo salientar, que se nos primórdios da história deste Festival apenas eram admitidas obras portuguesas, hoje em dia vão a concurso jovens dos mais variados cantos do mundo, tornando esta mostra de cinema cada vez mais internacional.