7 de fevereiro de 2011

Broken Flowers

Broken Flowers é um filme franco-americano de Jim Jarmusch, que data o ano de 2005 e nos mostra Bill Murray no papel de Don, um solteirão que ganhou uma pequena fortuna na indústria informática e acaba mais um relacionamento. Nesse mesmo dia recebe uma carta cor-de-rosa sem remetente e descobre que tem um filho com 19 anos que o procura.


Don mantém uma postura desinteressada, enquanto o seu amigo e vizinho Winston- Jeffrey Wright-tenta desvendar quem está por detrás da misteriosa missiva. Winston executa um plano para Don visitar todas as ex-namoradas com quem esteve vinte anos antes e convence-o a iniciar essa busca.


Fazem parte do plano cinco mulheres, uma delas já falecida.
A primeira paragem é em casa de Susan-Sharon Stone. Don é recebido pela sua filha, Lola, uma adolescente desinibida e provocadora. Timidamente Don tenta encontrar indícios que o levem à resolução da carta mistério, acabando por dormir com a ex-namorada.



A segunda paragem é em casa de Dora-Frances Conroy- que de hippie passou a agente imobiliária frustrada e submissa ao marido.



Segue-se Carmen, uma comunicadora de animais famosa que trata Don com algum desdém. Finalmente a última paragem, Penny, que vive numa zona rural e recebe Don de uma forma violenta, sem nunca se perceber porquê. É nesta visita que o protagonista de apercebe de várias pistas acerca da carta mistério. Penny é interpretada por uma Tilda Swinton irreconhecível, que infelizmente nos aparece no ecrã poucos minutos.



Após uma visita ao cemitério onde reside a quinta mulher, a única que não pode ser mãe do seu filho Don regressa a casa.
É aqui que tem o primeiro encontro com um jovem que já havia vislumbrado anteriormente e vemos nascer a esperança nunca evidenciada de encontrar o filho, num homem que viveria para sempre como um Don Juan.


Embora a base da história e o elenco de luxo tivessem tudo para se transformarem num óptimo filme, existiu sempre um vazio que deveria ser preenchido. Esta sensação provém principalmente da interpretação de Murray, que poderia ter mais brilho, mesmo com uma personagem tão lacónica. Parece que o auge da sua vida foi exactamente há vinte anos, acomodando-se a uma vida sem desassossegos após enriquecer. Poderiam ter aproveitado melhor o trabalho das actrizes, encurtando assim as cenas em que Don viaja e pernoita sozinho. Obviamente que são cenas necessárias para a alusão de solidão, mas tornam-se repetitivas.

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