3 de setembro de 2015

Se Tu Visses o Que Eu Vi | Agosto



Kelly and Cal é arrepiante. Entramos na história e só queremos ser nós a controlar a vida das personagens para pararem de fazer disparates. Juliette Lewis a fazer-me gostar mais dela.
6*/10*

Quem diria que eu iria gostar de um filme sobre poker... Ver 21 fruto do meu vício por zapping, que se revelou bem doce, não pela história ser terna mas sim pela sua adaptação de um caso real muito bem representada por Kevin Spacey e Jim Sturgess. Finalmente vi um filme com a Kate Boshworth (que ao género da Sienna Miller)  e não me convenceu. Há algum papel que ela fez que mereça a minha atenção?
7*/10*
Respire merece ser visto. Realizado pela maravilhosa Mélanie Laurent, mostra-nos a relação tóxica entre duas melhores amigas em idade de liceu. O filme é um retrato de beleza estética e trevas psicológicas. A imagem remete-me às películas de Sofia Coppola, mas em melhor! Adorei rever a Isabelle Carré e fiquei fã das protagonistas, Joséphine Japy e Lou de Laâge. Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, you better watch out!
9*/10*

Tal como cerca de 90% dos filhos de 1990 nunca vi o Pátio das Cantigas original. Tal como 90% dos 489 mil espectadores senti-me desiludida com a versão de 2015. Era só isto?, perguntei no fim da sessão com o arrependimento de não ter escolhido outra coisa para pagar bilhete.  O marketing da obra de Leonel Vieira foi tão convincente que já levou meio milhão de portugueses às salas de cinema para verem mais do que Mínimos e Missões Impossíveis. Ou será que o passa palavra também resultou e apenas eu (e não 90% do pessoal) não gostou do filme? No Cinema Português que já vi, confesso com vergonha que foi pouco, sinto sempre uma aura teatral muito grande, pouca naturalidade nos textos e prestações dos actores... O Pátio das Cantigas não foi excepção. As personagens são quase caricaturas numa época em que penso não fazer muito sentido este exagero. Preferia ver um Miguel Guilherme sem aquela maneira estranha de falar, uma Anabela Moreira (que adoro!) menos desengonçada e uma Sara Matos menos irritante. Nas novelas (as grandes produções em Portugal) os actores desenvolvem papéis com base em inúmeras personagens e características e não me parece tão forçado... Esta ideia de fazer uma trilogia dos grandes clássicos nacionais é uma mina de ouro e poderia funcionar se realmente se montasse uma história coesa, mesmo que se fugisse ainda mais ao guião original. Fica o meu destaque para Bruna Quintas, uma miúda que tem cenas difíceis e faz tudo com enorme naturalidade. E já repararam como a Dânia Neto é l-i-n-d-a?
4*/10*


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