30 de abril de 2010

Filth and Wisdom

Este filme foi o primeiro dirigido por Madonna, o que para os mais cépticos pode não ser um bom motivo para o ver. Na realidade eu estava céptica, mas ao longo da película deixei-me levar pela humanidade das personagens.

O emigrante ucraniano A. K. vai-nos contando o seu dia-a- dia e das suas duas amigas com quem divide casa em Lonbdres. De uma forma bastante filosófica, A. K., interpretado pelo vocalista dos Gogol Bordello, Eugene Hutz, explica o caminho que todos temos que percorrer para alcançar a sabedoria.

Nesse caminho tem-se de sujar as mãos, lutar e passar por situações insípidas. Como ele próprio o faz ao travestir- se, realizando as fantasias mais fetichistas de homens, dando-lhe assim a possibilidade de subsistir, já que a sua banda Punk não tem meio de chegar ao estrelato.

Juliette- Vicky McClure- trabalha numa farmácia onde rouba medicamentos, para levar para África, onde pretende fazer voluntariado.


Já Holly- Holly Weston- sonha com a sua carreira de bailarina profissional, mas a sua condição financeira precária faz com que exiba os seus dotes de dança não só na academia, mas também num clube de strip.

A dinâmica do filme não é muita, mas a ideia de explorar os campos da sexualidade como caminhos para carreiras sólidas e dignas é verdadeiramente interessante.
Uma das mais valias da obra de Madonna é a participação da banda de Hutz que entra com alguns temas. Eu como fã dos Gogol Bordello que sou, senti-me deliciada a ouvir a banda sonora e a ver e ouvir Eugene Hutz, que foi o elemento chave de Filth and Wisdom.

De Madonna podia- se esperar mais do que foi exibido, mas penso que este filme foi uma mostra da não existência de pretensões por parte da cantora, mantendo-se com um argumento simples.

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