5 de janeiro de 2017

Sumário 2016

 Cena de Wolf of Wallstreet

Em 2016 propus-me a ver no mínimo 100 filmes. Achei difícil, visto o tempo escassear-me sempre e sentir-me tentada a ver mais séries... Daí, incluí-as na lista do ano passado. Faço agora o rescaldo e digamos que a preguiça me dominou e o zapping foi o meu melhor amigo. Fica a promessa de um 2017 mais interessante, com cinema português e a lembrar um pouco a apaixonada por cinema francês que já fui!

Animação

 Cena de Moana

 - Zootopia ganhou o melhor filme animado, para mim. A história é lindíssima, trazendo ao de cima os valores da igualdade, coragem e amizade. O grafismo vai para lá do adorável quando vemos diferentes regiões retratadas ao pormenor, com todas as características climatéricas tão vívidas.

- Moana também foi para lá das expectativas. Adoro que nos últimos anos a Disney se tenha vindo a reiventar e moldar-se ao mundo real, dando vida a princesas de diferentes raças e culturas. Quando era miúda só tinha Mulan como exemplo e a ela juntaram-se Tiana e Moana. Outra "nova" perspectiva é a da mulher autónoma, guerreira, líder. Já o tínhamos visto com a princesa japonesa mas Brave e este último conto encantado, revelam princesas desinteressadas pela vida romântica, colocando em primeiro lugar a carreira e o clássico "salvar o mundo". Nesta aventura polinesiana vemos a heroína a virar costas ao destino que a sua família deseja e a dar ouvidos ao seu sexto sentido (e à sua avó!). Parte assim numa missão que tem tanto de divertida como de assustadora, na qual viajamos pelos mares até ao coração da Natureza, enquanto se cantam aquelas canções épicas da Disney. As imagens são muito poderosas, tal como em Zootopia, com um surrealismo quase palpável.


Drama

 Cena de Big Short

- Joy foi sem dúvida um dos filmes mais inspiradores, que dão vontade de meter mãos à obra e ser persistente, óptimo para ver no começo do ano e talvez volte a figurar na lista de 2017. Também com a dupla Lawrence e Cooper vi Serena que ficou milhas àquem das expectativas, com uma narrativa demasiado óbvia e uma protagonista mediana.

- The Wolf of Walstreet é magistral: imagem, som, performance. Tudo está no ponto, nada  amais e nada a menos. Vemos Leonardo DiCaprio a desempenhar um papelão, talvez o melhor que já vi, sendo que ainda não assisti a The Revenant.

- Dentro da temática Bolsa de Wallstreet, assisti a Big Short e levei um baque tão grande que tive de desabafar aqui. Christian Bale faz um papel cativante e é com certeza um actor que tenho de seguir mais.

- Room foi terrivelmente maravilhos, mas disso já falei aqui.


Comédia

Cena de How to be Single
 
Neste género consigo escolher de caras os dois melhores filmes: Trainwreck (com Amy Schumer, Bill Hader e Brie Larson) e How to be Single (com Rebel Wilson, Dakota Johnson e Leslie Mann). Ambos focam vidas de mulheres solteiras, não muito responsáveis mas que querem assumir-se com cada defeito que têm, para si mesmas, na vida profissional, familiar e amorosa. Chega de princesinhas, estas fêmeas fizeram o macho cá de casa rir mais que Deadpool, mas também Reynolds não elevou muito a fasquia com a sua adaptação da BD.


Séries

 Cena de Divorce

Seguidamente do trabalho esta é a razão por não ter concluído a lista até aos 100. Dispendi horas e horas a ver Narcos, completamente agarrada à turma de Escobar. Por outro lado, Divorce não aqueceu nem arrefeceu. Obviamente que me interessei não pelo enredo mas sim por SJP, infelizmente muito colada à personagem de Sex and the City. Parece que Carrie nunca conheceu Big, que nunca conseguiu escrever a sua coluna no jornal e teve de se remediar com um Robert desinteressante e mudar-se para os subúrbios. 

Sem comentários:

Enviar um comentário